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sábado, 29 de maio de 2010

Palpitações

Penso que não existe alguém que nunca se preocupou com o ritmo do seu coração.
Essa máquina que habita o centro do nosso peito... é fantástica! Eu diria que é perfeita! E... sendo assim, como todo o nosso corpo, o coração responde aos estímulos que recebemos de dentro (como um reflexo da harmonia entre os sistemas do nosso corpo) e de fora (através dos nossos 5 sentidos).
Não acredita?
Quem nunca sentiu o coração acelerar ao olhar, bem ao longe, uma silhueta muito íntima ir se transformando, com a aproximação, num indivíduo desconhecido? Quem já sentiu o coração acelerar ao reconhecer um perfume há muito ñ sentido? Quem nunca sofreu com uma palpitação sentida até na garganta, ao ouvir a voz materna hurrando seu nome C O M P L E T O ? Aposto que vc já percebeu o coração acelerar com um toque sutil, vindo de trás, fechando gentilmente os seus olhos, feito por mãos que vc jura que são 'aquelas'! E... pros apreciadores da boa mesa... que coisa linda é sentir o coração pulando feliz, com o gosto daquele risoto de funghi, regado à um bom vinho tinto, no final de um dia 'daqueles'! Estes, são exemplos de estímulos externos! Um pra cada sentido nosso!
Mas, o coração também acelera o seu ritmo diante de alterações somáticas (físicas), do próprio sistema cardio vascular ou de outro conglomerado de órgãos nossos, Por exemplo: exercício, stresse, hipotensão, hipovolemia (diminuição do volume de sangue circulante por desidratação ou hemorragia), anemia, hipertireoidismo, febre, gestação, entre outras tantas. Ou ainda pelo uso ou abuso de substâncias estimulantes, lícitas ou não, que estão em medicamentos, comidas, bebidas, drogas, suplementos alimentares, etc.
São tantas as situações que fazem o coração bater mais acelerado ou mais 'forte'... que fica difícil dizer em quais circunstâncias isso acontece devido a um 'problema', cardíaco ou ñ, que precisa ser solucionado. Mas, usando o bom senso, merece preocupação qualquer palpitação que te cause sintomas, como visão turva, sensação de fraqueza nas pernas ou tonteiras, mal estar no peito, baixa na acuidade auditiva, sensação de desmaio, ou que dure mais que um minutinho, mesmo quando vc percebe que aquela taquicardia foi reativa a um evento externo, mas que antes ñ te causava uma reação de intensidade semelhante.
Detectado o 'problema', procure a orientação de um médico! Qualquer alteração do ritmo do seu coração, assim que percebida, deve merecer a sua atenção. Isto porque algumas arritmias que tem consequências potencialmente graves e outras que são sinal de doenças, são mais facilmente tratadas ou terão suas consequências controladas mais rapidamente... quanto mais cedo forem diagnosticadas e tratadas. Para estas, o tempo decorrido entre o início dos sintomas e o seu tratamento é crucial.
Então... não subestime o poder do seu coração. Nem a importância de sua função. Nem a sua complexidade. Muito menos qualquer sinal de disfunção dele. Sempre procure orientação médica. Aqui vale deixar um aviso: Coração de gente é assim mesmo - Não é metrônomo, nem é relógio... É uma 'máquina viva', que reage a tudo o que nos diz respeito... Mas, sempre dentro de limites que apenas um médico pode detectar com segurança.